terça-feira, 23 de outubro de 2012

Perfil dos Professores Grupo 2


                                           
                
 CLÁUDIO JOSÉ DE CAMPOS


Lagoinha-SP

Moro na cidade de Lagoinha, onde trabalho desde 2002.Sou professor de História e estou na rede estadual desde 1991.Sou casado e  tenho uma filha de 8 anos.




MARIA CECILIA NUNES

São Paulo-SP
Sou professora de Língua Portuguesa do Estado de São Paulo há vinte anos. Leciono na E.E. México, Vila Joaniza, zona sul. Adoro ouvir boa música, assistir bons filmes, ler, passear, estudar, aprender, ensinar e conhecer novas pessoas.

" Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."


Cora Coralina

 

ROSEMEIRE DE MORAES
                        
Taboão da Serra-SP
Olá, sou professora da rede há 20 anos. Gosto de ler, cozinhar, de animais e de estar sempre conectada!
Oxalá aprendamos bastante!


"O povo que não conhece a sua história, a sua origem e a sua cultura é como uma árvore sem raízes."

Marcus Garvey

Experiência de Leitura e Escrita




Meus primeiros contatos com a leitura aconteceram por ocasião do casamento de um tio materno que ainda morava com meus avós. Para que eles não dormissem sozinhos, pois meu avô estava muito doente, e eu sendo o neto mais velho ( na época tinha 7 anos ), passei a dormir na casa de meus avós para fazer companhia.

Como meu tio trabalhava em Taubaté ( cidade vizinha ), ele passou a me trazer toda semana um gibi ou livro de literatura infantil que servia como passatempo toda noite até eu pegar no sono. Essa prática fez com que eu passasse a colecionar gibis que depois eram trocados ou emprestados com amigos na escola.

Quando por volta dos meus 9 anos, meu pai comprou nossa primeira televisão, comecei a me interessar em ler livros relacionados aos filmes assistia à tarde como “Mogli, O menino lobo”, “Moby Dick”, “ Ali Baba e os quarenta ladrões”, etc.

A partir de então, criei o hábito de ler, mas gosto de ler livros de aventura ou de temas relacionados à história, pois me prendem mais a atenção, não gosto muito dos livros de ficção científica, nem romances ( inclusive de filmes relacionados a esses temas ).

Hoje, procuro incentivar minha filha( 8 anos ) a gostar de leitura e sempre que vou a Taubaté procuro lhe trazer um gibi ou livro infantil de presente.

Cláudio José Campos


Quando penso na minha infância, lembro das brincadeiras com as amigas . Do lado da minha casa tinha um quintal, onde brincávamos de escolinha. Pegava um pedaço de carvão ou tijolo e começava a escrever na cerca de madeira as letras a, e, i, o, u .Tornava-me uma professora ou seja imitava uma e adorava, tinha apenas sete anos.
Quando comecei a frequentar a Escola Municipal Professor "Antônio Sampaio Dória" e aprendia as outras letras, chegava em casa e ensinava as minhas amigas .Pois o conhecimento não deve ficar guardado ele tem que ser dividido.
Recordo-me do professor José Pedro Neto, meu professor da primeira série, um professor que gostava de ensinar, organizado, sua sala era a mais limpa e organizada, todas as mesas com suas toalhinhas plásticas, e um baldinho com papel higiênico com sabonete para levarmos ao banheiro.
Éramos uma sala disciplinada pois gostávamos e respeitávamos muito ele.Não saímos do lugar ou falávamos sem antes pedir licença. Ele nos ensinava com carinho e dedicação. Sabia nosso nome e conhecia nossa família, pois conhecia o já havia dado aula para os outros da mesma família.
Até hoje lembro da primeira boneca que tive, pois como pobres e cheios de filhos não tínhamos. E foi ele que me deu, pois havia presenteado a cada aluno com um carrinho ou boneca.
Talvez indiretamente seja por isso que hoje estou na educação. Mesmo com tudo que acontece hoje em dia sei que ainda há bons profissionais como ele.
A leitura era um encanto, ao abrir o livro o céu não era o limite, viajava por todo universo através das palavras, e viajo ainda hoje.

Maria Cecilia Nunes



Na mais tenra idade, achava que a minha maior “deficiência” era não saber ler. Seria uma “deficiente leitora” e pedia para meu irmão ler as coisas para mim e não via a hora de aprender a ler para não depender de ninguém! Quando isso de fato aconteceu, um mundo novo de delícias, viagens e possibilidades se abriu. Ser levada pela palavra foi o maior tesouro que pude ter na vida.

Apesar de ser de família humilde com pouca instrução, adquiri, nem sei como, o gosto pela leitura. Minhas irmãs, empregadas domésticas, traziam muitos gibis e mangás das casas de suas patroas e essas foram as minhas primeiras incursões pela leitura.

Muitos condenam, pedagogicamente falando, o gibi na sala de aula, mas eles tornaram-me leitora. Também não me esqueço de um disquinho azul intitulado “Festa no Céu”, que contava a história de uma festa no céu na qual nem todos os animais seriam convidados. Lembro-me do pobre do sapo que caiu de lá de cima, esborrachou-se e por isso tornara-se feio. A importância é inegavelmente, o lúdico, a imaginação ativada, a fruição. A leitura de história permite adentrar em um novo mundo. Com ela a criança passa a interagir, perguntar, duvidar, ter medo, ter pena, torcer pelo bem, odiar o mal...

O contato oral é o primeiro a ser feito até que a criança aprenda a ler a letra, mas o contato com o livro é imprescindível. Por isso agradeço aos gibis que li, aos clássicos da pré-adolescência, às revistas Sabrina, Bianca e Júlia da adolescência. Sim, precocemente conheci José de Alencar, Bernardo Guimarães, Visconde de Taunay (e sua “Inocência”, ai, que lindo!). Ceci, Peri, escrava Isaura, Inocência, Luzia Homem povoaram minha imaginação e minha vida e seu fizeram de mim melhor escritora, melhor leitora da vida e das pessoas.

“O desenvolvimento de interesses e hábitos permanentes de leitura é um processo constante, que principia no lar, aperfeiçoa-se sistematicamente na escola e continua pela vida afora.” (Bamberger)

Rosemeire de Moraes